2º Etapa Rally Carioca de Regularidade 2019 – Rapadura é doce, mas não é mole não.

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No último dia 25 de maio, sábado, ocorreu em São Pedro da Aldeia/RJ a 2º etapa do Rally Carioca de Regularidade. Este município da região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, rico em referências históricas e culturais foi escolhido pela equipe da TROVÃO VERDE para ser o pano de fundo de uma importante etapa do campeonato carioca e superar os problemas da etapa anterior, que ocorreu em Silva Jardim/RJ, aonde uma tempestade impossibilitou a continuação da segunda parte da prova, ao ponto da organização necessitar acionar seus recursos de resgate para retirar alguns competidores que ficaram atolados dentro do espaço chamado simplesmente de “canavial”. Apesar do clima favorável com temperatura agradável e um piso propício para a prática do rally (úmido, sem excessos, não causando extensos lamaçais e tão pouco uma quantidade exagerada de poeira), um certo receio se abateu por conta de uma possível virada no clima, preocupação que depois se mostrou desnecessária, já que o tempo se manteve nas mesmas condições ao longo do evento. Em uma secretaria ágil com disponibilidade do kit de adesivos, camisas e fichas de inscrição sem demora ou burocracia o evento começou muito bem, dentro do esperado apesar de uma novidade implementada pela FAERJ, novidade porque não se viu dessa forma em outras etapas, uma vistoria de veículos que contemplava inclusive itens mecânicos verificados pelo DETRAN em sua vistoria e também verificação dos documentos dos carros. Mesmo assim, não ocorreu demora, tudo funcionou muito bem e todos tiveram folga para se prepararem antes do Briefing.

Organização perfeita e bem equilibrada, secretaria e ação da FAERJ sem ressalvas! Um inicio promissor.

Organização perfeita e bem equilibrada, secretaria e ação da FAERJ sem ressalvas! Um inicio promissor.

Tudo perfeito, exceto muito peso…

Realizar um evento no pais não é algo fácil, principalmente se essa missão tem como regra seguir estritamente todas as obrigações legais, isso posto, em diferentes categorias sejam elas das mais básicas até mesmo as consideradas mais “elite”, sempre é fácil começar alguma empreitada mas muito duro ou raro manter a mesma, pois a cada dia que passa, mais restrições, dificuldades e “invenções” ocorrem principalmente no estado do Rio de Janeiro, como se pode acompanhar nas notícias do dia a dia em todas as áreas (Esporte, Economia, Cultura e etc). Definitivamente o clima exterior de Eduardo da Hora a frente da organização, com a TROVÃO VERDE responsável pelo Rally Carioca desde 2017, estava pesado, apesar de sua cordial receptividade ficava evidente sua preocupação em entregar um evento de qualidade e não era para menos. Ao longo do campeonato uma rotina de adiamentos e mesmo mudança de localidades devido a problemas com prefeituras, desacordos com proprietários de localidades, impossibilidades financeiras e toda sorte de problemas além da necessidade de cumprir regras e lidar com o prazo demandado pela FAERJ/CBA e órgãos de proteção ambiental, enfim, diante de diversas necessidades, a TROVÃO VERDE se mostrou incapaz de manter com precisão absoluta tanto seu calendário como as localidades das provas, com isso, o desgaste das equipes competidoras e colaboradores entre outros, também contribuiu para problemas com outros campeonatos estaduais que conseguiram manter suas agendas. Independente dos motivos uma coisa se mostrou certa, entre cancelar o evento ou mudar a data e até mesmo o local, a TROVÃO VERDE sempre seguiu pelo segundo caminho. Desde 2017 vem “desmontando” alguns dogmas iniciais como realizar etapas com diferenciais de terreno ou horário (areia, lama, prova noturna e etc) em busca de viabilizar a cada ano o campeonato.

Apesar de uma média um pouco alta em determinados trechos a precisão do odômetro era um afago aos competidores em um local sem muitas referencias.

Apesar de uma média um pouco alta em determinados trechos a precisão do odômetro era um afago aos competidores em um local sem muitas referencias.

…Para pouco ombro.

A impressão que se tem de todo o campeonato carioca é que a pressão repousa somente nos ombros de Eduardo da Hora, nem mesmo reconhecer a TROVÃO VERDE como real responsável pelo evento se faz possível. Qualquer solicitação, dúvida ou sugestão recai em decisão e interpretação do organizador que declaradamente é a TROVÃO VERDE, entretanto… Problemas com planilhas? Eduardo da Hora. Problemas com horário? Eduardo da Hora. Dúvidas sobre a cronometragem? Eduardo da Hora. Isso é uma constante que vem se sustentando desde 2017. Nesta prova, ocorreram problemas de adiamento e mudança de local, documentalmente fica claro e provado que o levantamento da prova foi realizado com uma antecedência limite para quem busca precisão em um evento offroad, um pouco mais adiantada se mostraria não efetiva em um ambiente offroad, já que com uma rápida chuva tudo pode mudar. Ao longo da semana anterior, diversos vídeos, informes e convites do organizador brotaram em páginas do FB, interações no Instagram entre outros e até mesmo o relato de fortes chuvas a ponto de fazer o carro de levantamento, já fora do percurso se ausentando ao fim do trabalho, boiar em um grande alagado. Mais pressão, mais preocupação para Eduardo da Hora.

O improvável ocorre: Praticamente uma conferencia foi realizada no meio da prova, interrompendo a mesma. Apenas 100 metros sacramentavam o destino da 2º etapa do Carioca 2019.

O improvável ocorre: Praticamente uma conferencia foi realizada no meio da prova, interrompendo a mesma. Apenas 100 metros sacramentavam o destino da 2º etapa do Carioca 2019.

Um Canavial de problemas.

Agrisa/Polimix, uma grande plantação de cana de perder-se de vista que se tornou inviável na primeira etapa do ano, cancelada devido às fortes chuvas. Ambas as etapas foram realizadas na Região dos Lagos – RJ e com um bom deslocamento a organização decidiu tentar novamente o “canavial” aparentemente por julgar ser um grande trunfo (inclusive divulgado em seus folders), com médias altas e fortes desafios em um “canavial de balaios” sem trocadilhos. Outros estados se orgulham e possuem locais em seus campeonatos já conhecidos por seus nomes, repetir esses locais não garante vantagem a quem participou em outras provas simplesmente porque o cenário é o mesmo mas o traçado sempre muda, assim como médias e características diversas, entretanto, o fascínio de superar o ambiente ou manter sua vantagem a cada prova explica um pouco do sucesso, apesar de amados por uns e odiados por outros. Não se sabe ao certo se a intenção foi essa, ou apenas trazer um diferencial com uma pegada “labirinto” ao campeonato, mas a decisão foi feita e a organização sabia de alguns sérios problemas que poderiam ocorrer. Prova disso foi a instrução de que os competidores deveriam baixar mapas off-line em softwares de sua preferência para caso se perdessem conseguissem sair por meios próprios do canavial.

"O que é bom se repete. Prova dentro do canavial" - O trecho que se mostrou promissor em seu inicio, foi ao final, protagonista de dois cancelamentos.

“O que é bom se repete. Prova dentro do canavial” – O trecho que se mostrou promissor em seu inicio, foi ao final, protagonista de dois cancelamentos.

Em caso de falha em seguir a planilha, o competidor poderia se encontrar em qualquer parte do enorme canavial, o que faria seu resgate ser muito demorado, não sendo exagero de que trafegar por ele, sem nenhuma orientação, poderia resultar em horas intermináveis até conseguir acesso a alguma estrada ou mesmo rua secundária. Sinal de internet para mapas Online? Nem pensar. Mais um problema que foi considerado pela organização, também por conclusão das instruções foi a preocupação com colisões, pois a cada conversão ou cruzamento a média subitamente diminuía para que a mesma fosse realizada com maior segurança, logicamente dentro do canavial um pequeno detalhe invalidou completamente esse gatilho de segurança, o atraso. Com diversos competidores atrasados ao longo da prova, tempos de 2 a 3 minutos de atraso não se mostravam raros e isso propagado ao número de competidores e perdas completas de referência por parte de alguns desenhava um cenário de incerteza quanto aos sentidos dos carros e as velocidades (apesar de radar) em busca de acertar o tempo. Além do fato da cana criar uma barreira a visão que impede ver o que vem do outro lado, médias altas, uma chance pequena de se perder já que você não tem como entrar pelo meio da cana perdido não podemos esquecer do terreno o qual em alguns pontos verdadeiros atoleiros se formaram e de fato alguns competidores apresentaram dificuldades e outros até mesmo atolaram.

O “amargor” da garapa.

Garapa é o líquido extraído da cana-de-açúcar no processo de moagem, normalmente o “caldo de cana” é doce mas o que se sentiu após a primeira parte da prova, já dentro do canavial, foi um amargo regresso para as lembranças da primeira etapa. Um grupo de competidores se reuniu em um NEUTRO e praticamente, sem saberem o que fazer ou como agir, criou um verdadeiro engarrafamento no canavial, tornando impossível prosseguir diante de tantos questionamentos e incertezas. Alguns tentavam prosseguir, mas o anúncio de que Eduardo da Hora estava chegando para definir o que seria feito, amornava o ímpeto de quem queria prosseguir com a prova. O esforço seria recompensado? A etapa cancelada? E o risco de colisão, desgaste desnecessário por nada? Será que uma nova largada seria dada? Um Neutro maior? Qual foi o erro? O erro em quilômetros e quilômetros de prova se resumiu a 100 metros. Uma referência tinha sido adiantada em 100 metros, bastavam 100 metros para frente e tudo funcionaria perfeitamente, só que não ocorreu. Com a chegada de Eduardo da Hora foi decidido levar a todos para um novo ponto de largada, mas alguns já tinham partido e ninguém sabia aonde estavam, ao longo do tempo de deslocamento para a nova partida alguns ainda se perderam do comboio, foi quando veio a decisão… A prova foi cancelada, dentro do regulamento e somente com os PCS considerados de acordo com a decisão com endosso e aprovação da FAERJ, logicamente que muita discussão se tornou parte integrante do resultado que também por simples associação, atrasou. Alguns concordaram, outros discordaram completamente e muitos lamentaram mais uma prova, depois de toda a expectativa realizada pela metade. Não é de todo supersticioso o conselho de assim como provas temáticas, se manter longe de temas como canaviais, plantações diversas e afins, porque certamente se existem deuses do Rally de Regularidade eles não estão satisfeitos com esse destino ao menos, para o Rio de Janeiro.

Ao final uma icônica foto sob a luz de led dos competidores no pódio. Lembrança inequívoca da dedicação e paixão pelo esporte.

Ao final uma icônica foto sob a luz de led dos competidores no pódio. Lembrança inequívoca da dedicação e paixão pelo esporte.

Conclusão.

Uma prova bem desenhada com início, meio e fim que, infelizmente por “falta de tinta”, veio a se somar a frustração da primeira prova do campeonato carioca deste ano de 2019. Em uma cerimônia de premiação, novamente atrasada pela demora nos resultados, não planejada para ocorrer já com ausência de sol, competidores honrosamente se perfilavam a luz dos faróis de led do carro da organização e festejaram seus troféus apesar de todos os problemas, aplaudidos por quem ainda resistia bravamente ao frio que se abateu sobre a região com o cair da noite. Agora é hora de fazer conta, verificar as posições no campeonato e aguardar a confirmação de data e local da próxima etapa. Unanimidade é algo raro, mas diante do fato de que todos concordam que duas etapas consecutivas realizadas pela metade não é algo a ser “cultuado”. Seria recomendável que a próxima fosse um “recomeço”, um tratado, contrato, compromisso com a simplicidade, aonde nenhum tema seria abordado e nenhuma competição realizada fora do universo formado pelas tulipas e seus competidores. Hoje o único concorrente do Campeonato Carioca de Rally de Regularidade é ele mesmo e isso já se basta, pois o fardo a cada etapa se torna mais e mais pesado, arqueando os ombros de quem desde 2017 vem lutando praticamente sozinho, seja lá por qual motivo seja, para manter o estado no mapa do automobilismo offroad de regularidade.

RESULTADOS

CATEGORIA GRADUADO
1º Marcus Castelan / Roberta Castelan
2º Paulo Cesar Guerra / Claudio Leandro Nicolau

CATEGORIA TURISMO
1º Wilker Marcolongo Vieira / Vitor Seleiro Wendling Duarte
2º Arthur Salomão / Aurélio Davi
3º Reinaldo Garcia Cardoso / Cesar Romero Figueiredo
4º Marcus Sena Casagrande / Caroline Pelagio Raick Maues
5º Marcelo Soares Fusco / Bruno Neto da Costa

CATEGORIA TURISMO LIGHT
1º Maercio Fernandes Raposo / Eduardo da Silva Monteiro
2º Eric Cavalcanti Sousa Guedes / Gabriel Omar Petruccelli
3º Evaldo Tavares Nespoli / Livia Tavares Valente
4º Rodrigo Otávio Caetano de Souza / Lia Cristina Lima de Souza
5º Lásaro Faciroli da Cruz / Matheus Henrique Sousa Alves

CATEGORIA NOVATO
1º Alan Medeiros Pessoa / Agatha Ribeiro André
2º Carlos Roberto Thurler / Gisele Gomes Berruezo
2º Paulo Roberto Oliveira de Sá / Thiago Saide Martins Merhy
2º Berlim de Paula Júnior / Thiago Faria Vieira
2º Carlos Augusto Barcellos Veloso / Victor Pinto Canellas

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JCM – JEEP CLUBE MARICA REALIZA “AGO” E REFORÇA SEU POSICIONAMENTO NO CENÁRIO OFFROAD CARIOCA

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No domingo passado, dia 31/01/2019, o Jeep Clube Maricá realizou sua Assembleia Geral Ordinária com o objetivo de realizar sua prestação de contas, demonstrar novas ferramentas de gestão aos sócios, avanços diversos em diferentes áreas de atuação na direção do clube, anunciar projetos para 2019 e um norte para o futuro do clube e consequentemente de seus associados. Em uma reunião animada, rica em recursos multimídia contando com sistema de som, projetor e todas as ferramentas necessárias para realização da AGO, o presidente Eduardo da Hora alem de diversos membros da diretoria pontuaram ideias, questionaram por opiniões e buscaram oferecer a transparência necessária para administração efetiva do clube que completa seus 15 anos em 2019, motivo esse que inclusive inspira uma grande festa a ser realizada alem de um projeto de revitalização que em breve será divulgado. Logo após a reunião, todos os associados puderam aproveitar o fabuloso Sitio Duas Águias localizado em Ubatiba, Maricá/RJ.

Não se engane! Apesar da expressão do presidente Eduardo da Hora a reunião foi extremamente proveitosa e divertida.

Não se engane! Apesar da expressão do presidente Eduardo da Hora a reunião foi extremamente proveitosa e divertida. Logico que antes uns cliques aqui e acolá para iniciar a reunião com força total

Sitio Duas Águias, mais uma prova de como o JCM não mede esforços para o conforto de seus integrantes.

Sitio Duas Águias, mais uma prova de como o JCM não mede esforços para o conforto de seus integrantes.

Um dos ícones do grupo, Jairo, coordenou a churrasqueira com a maestria que domina as trilhas.

Um dos ícones do grupo, Jairo, coordenou a churrasqueira com a maestria que domina as trilhas.

Alem de vôlei em um campo exclusivo, o futebol rolou solto após a AGO. Ainda bem que o negocio do pessoal é trilha, porque futebol...

Alem de vôlei em um campo exclusivo, o futebol rolou solto após a AGO. Ainda bem que o negocio do pessoal é trilha, porque futebol…

Depois de tudo isso, piscina para encerrar e a alegria de fechar a reunião somente as 08 horas da noite...

Depois de tudo isso, piscina para encerrar e a alegria de fechar a reunião somente as 08 horas da noite…

O JCM vem mantendo ao longo dos anos o objetivo de alinhar a técnica do offroad com um ambiente familiar e seguro para pratica do esporte. São diversas opções entre trilhas, passeios, reuniões ou simplesmente festas comemorativas alem de um compromisso sólido com sua função social, por meio de doações e outras interações sempre tendo em foco seu lema “A Natureza é o limite”, deixando claro que nada ultrapassa a importância da preservação do meio ambiente. Interessado em integrar um dos mais conceituados clubes offroad do Rio de Janeiro? Acesse o site https://www.jcm4x4.com.br/, confira as instruções e se candidate a sócio.

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2º Rally Minas Brasil – Wellington Costa e Rodrigo Mendonça (Top Rally Team) cravam a segunda posição na estreia

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Nada mais conflitante do que os sentimentos de uma estreia. E foi por essa experiencia que o navegador Rodrigo Mendonça e o piloto Wellington Costa competindo na categoria Super Production passaram na abertura do Rally Minas Brasil que agradou em cheio todos os seus competidores e entusiastas que a bordo de suas motos, Quadriciclos, UTV’s e carros colocaram a poeira para subir na cidade de Patos de Minas (MG), percorrendo aproximadamente 300 quilômetros de pura competitividade distribuídos generosamente por dois dias.

O piloto Wellington Costa e seu navegador Rodrigo Mendonça preparam-se para os desafios a frente.

O piloto Wellington Costa e seu navegador Rodrigo Mendonça preparam-se para os desafios a frente.

Entre os dias 16 e 17, sábado e domingo respectivamente, o rally apresentou um traçado variado, com belíssimos aperitivos para todos os gostos incluindo nisso serras, estradas batidas, propriedades de produção entre outros cenários que sempre reservam surpresas para todos os veículos de uma competição. Em Provas com esse perfil não se pode cochilar nem por um breve momento já que uma longa e entediante reta pode se transformar rapidamente em erosões, pedras, areia fofa, lama, curvas em 180 graus e até mesmo um rio.

Mesmo desafiador para veteranos, as palavras de Rodrigo Mendonça podem ilustrar bem o que se sente em uma prova de alta performance que requer técnica, competitividade e trabalho de equipe acima da média:

“Vou te falar um pouco da experiência que eu tive no rally de velocidade… É incrível, cara… Incrível!! A largada é um momento de tensão para quem nunca correu um Rally desse, eu senti muito nervoso, o nervosismo bate para caramba quando você tá no pórtico para largar, uma ânsia de vômito de dor de barriga de tudo!! Aquele monte de sensações que quando o carro larga os 10 primeiros minutos são pavorosos. Mesmo eu já tendo sido preparado pelo meu piloto quanto a isso, eu tentei manter a calma, mas é pavoroso porque a cada curva você pensa que o carro vai capotar!! Você não acredita que o carro vai fazer o que ele consegue fazer então você pensa que o cara vai capotar a cada momento! Quando você vê que o carro é capaz e que o piloto sabe trabalhar com carro e que ele não vai capotar… Capotar logico que pode, mas quando você percebe que é possível fazer coisas com aquele carro que outros não fazem os primeiros 10 minutos passam e você começa a ter mais calma e fazer uma navegação mais tranquila e dos 30 minutos para lá cara a velocidade deixa de ser um problema e passa a ser prazer, passa a ser adrenalina, emoção, monte de emoções e sentimentos que você nunca sentiu!!”

Rodrigo Mendonça manda um OK para a câmera apesar do nervosismo da estreia.

Rodrigo Mendonça manda um OK para a câmera apesar do nervosismo da estreia.

No primeiro dia de competição a dupla conseguiu um ótimo resultado cravando a segunda colocação, um resultado impressionante principalmente pelo fato de que logo na largada a segunda marcha da corajosa TRITON ER Azul ficou fora de combate!! Basicamente o piloto Wellington Costa tocou com maestria e uma dose de coragem a prova completamente toda cravado na terceira marcha. Sempre que um trecho necessitava de uma marcha de força inegociável, que não pudesse ser transposta com a terceira marcha, Wellington cravava com muita dificuldade a primeira marcha e logo retornava para a terceira, uma operação arriscadíssima já que a cada troca a incerteza rondava a mente de toda tripulação: “Será que a terceira vai voltar ou ficaremos travados?”.

A valente Triton ER azul da dupla, sofrendo com o "buraco" deixado pela falta da segunda marcha, recebendo como "recompensa" água, muita água em seu bloco de motor fumegante.

A valente Triton ER azul da dupla, sofrendo com o “buraco” deixado pela falta da segunda marcha, recebendo como “recompensa” água, muita água em seu bloco de motor fumegante.

E isso foi apenas o primeiro dia de competição já que após todas essas provações a equipe conseguiu chegar com o carro até o parque de apoio. Por sorte o mecânico conseguiu colocar a segunda marcha de volta ao trabalho e com isso deixar Wellington e Rodrigo prontos para um novo dia de combate na manhã seguinte. Com o chegar do dia, novas provações como um parabrisa estilhaçado e remendado a base do contact transparente, pelo menos a marcha já não era um problema e aparentemente seria um dia de muita moeção para recuperar a performance do dia anterior, mas com tudo sob controle.

A ordem de largada ficou com a equipe em segundo, com isso, a meta imediata era recuperar a diferença e conquistar a primeira colocação nos 150 kms restantes, mas diante de uma dupla experiente a ser superada isso não seria fácil, entretanto a ordem de Wellington foi clara para Rodrigo “Prepara porque vamos andar muito! Eu vou atacar demais porque eu quero pegar e tirar essa diferença nos primeiros 20 kms!”. Quem esta acostumado com competições, mesmo de regularidade, sabe que quanto maior a média mais difícil tirar a diferença. O exercício é simples e qualquer um pode compreender… Se você tem um atraso, precisa andar mais rápido no traçado, logico! O problema é que os carros e pilotos já se encontram no limite, ou seja, mesmo que você vá mais rápido se demora muito para conseguir reduzir e vencer a diferença e isso força demais o carro, tripulação e principalmente os nervos do piloto que precisa por longos e longos trechos pilotar acima do limite.

Dito e feito, em um ritmo fortíssimo e certamente se sentindo confortável com um carro funcionando perfeitamente bem a equipe conseguiu alcançar sua meta entre 16 – 18 kms dentro do estipulado (20 kms) e passou com tudo sem tirar o pé para conseguir agora infligir uma vantagem consistente. Mas novamente, os dados foram lançados… E tudo tem um custo, não foi para o carro, mas o piloto Wellington, enfim após o dia anterior e todo o esforço do dia, sucumbiu e apresentou forte enjoo, dor de cabeça a ponto de interferir em sua pilotagem, o ritmo foi caindo perceptivelmente enquanto Rodrigo navegando tentava compensar como podia todo o esforço de seu companheiro até aquele momento, navegação precisa e coordenada e um sentimento de retribuição.

As outras equipes foram tirando a diferença, tomando a posição até que foi necessario parar o carro, o piloto continuou passando muito mal, apresentou quadro de vomito e toda sorte de sintomas mais que suficientes para um abandono e ida ao hospital. Mas após “aliviar o estomago” e colocar para fora o que tinha e o que não tinha, voltou ao carro disse que estava melhor e voltou a pilotar, conquistando novamente as posições apesar de todos os sintomas ainda permanecerem. Entretanto tudo voltou a ficar ruim com a piora no quadro de saúde do piloto, permitindo que o ritmo caísse novamente, a decisão de abandonar a prova já se consolidava dentro do cockpit mas com a passagem da primeira dupla pegando a posição o pé afundou e a prova continuou… O resultado de todo esse esforço… Veio como a celebração de uma vitoria pessoal.

Apesar de todos os problemas mecânicos e de saúde, veio a recompensa.

Apesar de todos os problemas mecânicos e de saúde, veio a recompensa.

A equipe TOP RALLY TEAM com seu bólido MIT TRITON ER de um belissimo azul e sua tripulação Wellington Costa ao volante e Rodrigo Mendonça na navegação, conquistaram o segundo lugar na categoria Super Production. Fechando com uma diferença de apenas 00:01:07 (Um minuto e sete segundos) em relação ao terceiro colocado.

RESULTADOS SUPER PRODUCTION

Enfim a recompensa com o pódio coroando todo o esforço da equipe.

Enfim a recompensa com o pódio coroando todo o esforço da equipe.

Sem esquecer evidentemente que nada disso seria possivel sem a ajuda, apoio e colaboração de grandes nomes como WCOSTA Construtora, ARGOS Hamburgeria Artesanal, MISTER PIZZA, LAR SHOPPING e i9 ATACADÃO DE BEBIDAS.

PATROCINADORES

Até a próxima!!

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1º Etapa do Campeonato Estadual de Rally de Regularidade do Rio de Janeiro 2019 – “Eu vi criança de colo correndo!”

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Calma! Nem a FAERJ nem a CBA ficaram loucas de liberar crianças de colo para competir mas iremos aproveitar um recente meme da internet no qual um torcedor na ânsia de ilustrar a intensidade dos apuros de uma confusão na final de um campeonato de futebol no Rio de Janeiro criou essa “perola”, pois acreditamos que se aplica muito bem ao que ocorreu nessa estreia do Carioca de Regularidade 2019. (Ainda não sabe do que se trata? Sem problemas! Confira CLICANDO AQUI)

“Eu vi Criança de Colo Correndo!” – Um empolgado torcedor relata que o “bicho pegou” em uma final de futebol. E acredite… Foi o que ocorreu nessa etapa de abertura do Carioca de Regularidade 2019

Enfim, voltemos ao que interessa!

No dia 16/03/2019 rolou a 1º Etapa do Campeonato Estadual de Rally de Regularidade do Rio de Janeiro 2019 com a organização da TROVÃO VERDE CURSOS E EVENTOS OFFROAD. Em um Grid com aproximadamente 50 equipes e com a largada na arena de eventos no centro da cidade de Silva Jardim, diversos competidores iniciaram o certame as 11:00 horas da manhã com o objetivo de percorrer os quase 120 quilômetros de prova, entretanto, previsões não se aplicam a esportes de performance outdoor (ar livre) e devido a uma fortíssima tempestade toda a etapa (composta por duas provas) se resumiu a aproximadamente 70 quilômetros.

Eduardo da Hora a frente da Trovão Verde em seu 3º ano consecutivo organizando o Campeonato Carioca de Regularidade.

Eduardo da Hora a frente da Trovão Verde em seu 3º ano consecutivo organizando o Campeonato Carioca de Regularidade.

O atual Carioca de Regularidade promovido e organizado pela empresa Trovão Verde Cursos e Eventos Off-Road tendo a sua frente Eduardo da Hora, teve desde sua criação a supervisão da Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ) e da Confederação Brasileira de Automobilismo – CBA, alem do apoio oficial das prefeituras aonde cada etapa é realizada, neste caso a Prefeitura de Silva Jardim através das secretarias de Turismo, Segurança Pública, Meio Ambiente, Esporte e Lazer e de Comunicação Social.

Diversas equipes em diferentes categorias colocaram seus bólidos a prova.

Diversas equipes em diferentes categorias colocaram seus bólidos a prova.

A chuva chegou na medida certa para o fim da primeira etapa do dia, mas São Pedro pesou a mão e acabou inviabilizando grande parte da segunda parte.

A chuva chegou na medida certa para o fim da primeira etapa do dia, mas São Pedro pesou a mão e acabou inviabilizando muitos quilômetros da segunda parte.

Contemplando estradas e propriedades de Araruama e Silva Jardim a prova foi tecnicamente “trabalhosa” contando com diversos balaios e pegadinhas alem de uma média de velocidade considerada alta para as categorias de base (Na Light alguns trechos bateram os 58 km/h) tornando atrasos e erros críticos para o bom rendimento das equipes, poucos e curtos trechos de “neutros” também foram percebidos apesar do capricho na aferição e precisão das planilhas e arquivos gerados.

Uma das promessas e maior “ameaça” acabou não sendo concretizada em razão do risco aos pilotos e navegadores diante das fortes chuvas que ocorreram. O “canavial” se tornou uma verdadeira armadilha tanto para os competidores como também para os apoios/resgate envolvidos. Um ponto a ser destacado nessa organização é a disponibilidade de contato com a organização via radio e informações de contato nas planilhas disponibilizadas, isso foi utilizado para comunicar trechos e inclusive interromper a prova a tempo de evitar maiores problemas.

"Impraticável" - Mesmo para um trilha o trecho demandaria equipamentos e grande paciência. Definitivamente incompatível para um Rally de Regularidade.

“Impraticável” – Mesmo para um trilha o trecho demandaria equipamentos e grande paciência. Definitivamente incompatível para um Rally de Regularidade.

Mesmo antes do canavial, uma grande movimentação se iniciava entre os competidores mais afiados, percebendo que seria muito difícil manter as médias em segurança em piso tão escorregadio e visibilidade limitada pela chuva mesmo diante da preferencia da organização de se manter em propriedades fechadas visando a segurança de todos. Com isso após comunicação do cancelamento da etapa o sentimento era de ansiedade, tudo poderia acontecer, como é o normal quando trechos tão extensos são cancelados.

Após a chegada, divulgação das parciais e apreensão por parte das equipes

Após a chegada, divulgação das parciais e apreensão por parte das equipes

Com isso não foi surpresa para ninguém a demora na divulgação dos resultados o que é normal em qualquer situação adversa que se tenha como objetivo precisão. Entretanto, após analise dos mesmos por parte da apuradora do evento, TOTEM e também pelos comissários da FAERJ criteriosamente embasados nas diretrizes da CBA e sua divulgação, evidentemente, não agradaram a todos competidores e apesar de grande parte das equipes terem acatado os resultados, ocorreu ao menos uma exceção que devido a uma abordagem não compatível com o que se espera dos competidores segundo a FAERJ/CBA, resultou em desclassificação. Sendo essa (caso confirmada) a primeira ocorrência desde o inicio do Carioca sob a nova organização.

Mesmo assim a premiação como sempre foi recheada de bons momentos, alegria e promessas de um breve retorno seja para confirmar o resultado, seja para formalizar uma revanche. Apesar de ainda não possuirmos os resultados oficiais do campeonato, adiantamos aqui os resultados divulgados pela TOTEM. Lembrem-se, ocorreram desclassificações, logo os resultados aqui postados podem conter modificações no resultado do campeonato.

No final, após todas as provações, desafios e decisões prevaleceu o fairplay e comprometimento com o esporte

No final, após todas as provações, desafios e decisões prevaleceu o fairplay e comprometimento com o esporte

RESULTADO GRADUADO

RESULTADO TURISMO

RESULTADO LIGHT

RESULTADO NOVATO

E no mais… Não tem mais, foi isso ai mesmo!! Quer uma dica legal? A Prefeitura de Silva Jardim documentou o evento e entregou em tempo recorde um belo trabalho que você pode conferir logo abaixo!!! Até a próxima.

REPORTAGEM PREFEITURA DE SILVA JARDIM

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WRC MONTECARLO 2019 – KRIS MEEK É O MAIS RAPIDO NO WARM-UP.

O PRIMEIRO DIA DE KRIS MEEKE NA TOYOTA GAZOO RACING COMEÇOU DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL, SENDO O MAIS RÁPIDO NO WARM-UP QUE ROLOU NESTA QUINTA-FEIRA EM MONTE-CARLO.

O piloto do Yaris WRC venceu o campeão mundial Sébastien Ogier por um décimo de segundo no trajeto de 3,35 km. As novas contratações estiveram em evidência quando o recém-chegado parceiro de Ogier, Esapekka Lappi, ficou entre os três primeiros apenas 0,4 segundos atrás.

“Meu objetivo era apenas voltar. Eu fiz apenas dois dias de teste para este rally e isso foi em meados de dezembro ”, disse Meeke, pilotando em seu primeiro rally desde que foi cortado pela Citroën em maio passado.

“Eu até esqueci de apertar os botões certos esta manhã na linha de largada. Eu perdi o lançamento e a primeira corrida me pareceu um pouco estranha porque você pode testar o quanto quiser, mas até você entrar no ambiente de rally tudo parece um pouco diferente. O segundo e o terceiro trechos foram mais confortáveis.”. Ogier foi o mais rápido no trecho de abertura no asfalto seco localizado nos arredores da cidade. Ele permaneceu no topo até Meeke avançar a partir da terceira de suas cinco corridas.

Foi um bom dia para a Toyota, já que Ott Tänak e Jari-Matti Latvala ficaram em quarto e quinto, com Thierry Neuville completando os seis primeiros em um Hyundai i20.

O retorno de Sébastien Loeb em Monte-Carlo atraiu grande interesse da mídia

Em seu regresso, Sébastien Loeb cravou um 10º lugar e admitiu que os seus preparativos para o desafio estiveram longe do ideal, chegando à sua estreia no Hyundai poucos dias depois de terminar em terceiro no Rally Dakar.

“Eu não tenho ideia do que posso fazer”, disse ele. “Eu sei que chego aqui em uma situação complicada para começar um rally com um carro novo e apenas um dia e meio de testes, então será complicado. Não posso dizer que estou totalmente confiante porque com dois passes no reconhecimento e um longo rali como este, as anotações não são perfeitas.”

Os principais tempos foram:

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O tempo corre e Hyundai contrata Loeb para 6 etapas do WRC 2019

Hyundai contrata Loeb para 6 etapas do WRC, francês nove vezes campeão do Mundial de Rally dividirá carro com espanhol Dani Sordo para conseguir dar uma salto no Mundial de Rally (WRC) e passar a disputar títulos. A Hyundai investiu valores milionários para contar com o francês Sébastien Loeb na temporada 2019. O piloto está para o rali como Michael Schumacher para a Fórmula 1. Além de nove títulos, detém quase todos os recordes.

Dani Sordo já consolidado na Hyundai conquistou a 9º posição na temporada de 2018.

Loeb não disputará todas as etapas. Estará em seis provas. Nas demais, quem vai guiar o Hyundai será o espanhol Dani Sordo. O francês vai pilotar em Monte Carlo, Suécia, México, Argentina, Portugal e Sardenha. Sordo vai assumir o carro integralmente na segunda metade do campeonato.

O Belga Thierry Neuville vem se consolidando como a eterna promessa da Hyundai incapaz de superar a 2º colocação por três anos consecutivos.

A Hyundai, para quem não se lembra, foi “garfada” de seu primeiro titulo de construtores pela TOYOTA que praticamente “roubou” o lugar na fila. O fato é rapidamente “explicável” já que que desde 2013 a VOLKSWAGEN MOTORSPORTS veio atropelando e levando todos os títulos até 2016 capitaneada por Sebastien Ogier. Após o anuncio da saída da VW do WRC em 2017, Ogier apareceu contratado pela Ford M-Sport e como um bicho papão levou 2017 também deixando a Hyundai a ver poeira. Com a chegada de 2018, novas esperanças e frustrações já que foi a vez da TOYOTA que “do nada” abocanhou o titulo.

Porém, não está descartado que Loeb possa voltar a guiar em outras provas, caso a Hyundai se posicione para disputar o título de fabricantes e de pilotos. O francês, até recentemente, era piloto da Citroën, mas a fabricante francesa decidiu contratar seu principal rival a partir de 2019: Sébastien Ogier.

Sim, você leu direito, a CITROEN contratou Sébastien Ogier, o mesmo “bicho papão” o qual citamos alguns parágrafos, acima.

Que os dados rolem!

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Dakar: Confira a classificação final de todas as categorias

O Rally Dakar 2019 chegou a seu final. A caravana finalmente regressou a Lima depois de 10 dias de competições com muita areia, pedra e terrenos acidentados. O deserto peruano fez suas vítimas, mas os que resistiram foram coroados. Foram percorridos 359 km entre Pisco e a capital Lima, na edição do Rally Dakar que andou exclusivamente em território do Peru. Não houve alterações significativas da classificação, bastava apenas chegar para concretizar sua posição. O destaque dentre os brasileiros foi a dupla Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin, que ficaram com a terceira colocação entres os UTVs. Outras duas duplas brasileiras ficaram entre os dez primeiros na mesma categoria. Marcus Baumgart e Kleber Cincea chegaram em sexto, enquanto Cristian Baumgart e Alberto Andreotti ficaram com a nona colocação. Ainda teve Lourival Roldan que fez dupla com o português Miguel Jordão e terminou em sétimo.

Confira os cinco primeiros de cada categoria do Dakar 2019:

Motos
1º – TOBY PRICE (AUS) – 33h57min16
2º – MATTHIAS WALKNER (AUT) – 34h06min29 (+ 09min13)
3º – SAM SUNDERLAND (ING) – 34h10min50 (+ 13min34)
4º – PABLO QUINTANILLA (CHI) – 34h18min02 (+ 20min46)
5º – ANDREW SHORT (EUA) – 34h41min26 (+ 44min10)

Quadriciclos
1º – NICOLAS CAVIGLIASSO (ARG) – 43h01min54
2º – JEREMIAS GONZALEZ FERIOLI (ARG) – 44h57min31 (+ 1h55min37)
3º – GUSTAVO GALLEGO (ARG) – 45h13min42 (+ 2h11min48)
4º – ALEXANDRE GIROUD (FRA) – 47h04min35 (+ 4h02min41)
5º – MANUEL ANDUJAR (ARG) – 49h40min04 (+ 6h38min10)

Carros
1º – NASSER AL-ATTIYAH/ MATTHIEU BAUMEL (QAT/FRA) – 34h38min14
2º – NANI ROMA/ ALEX HARO BRAVO (ESP) – 35h24min56 (+ 46min42)
3º – SEBASTIEN LOEB/ DANIEL ELENA (FRA/POL) – 36h32min32 (+ 1h54min18)
4º – JAKUB PRZYGONSKI/ TOM COLSOUL (POL/BEL) – 37h06min45 (+ 2h28min31)
5º – CYRIL DESPRES/ JEAN PAUL COTTRET (FRA) – 37h26min57 (+ 2h48min43)

UTVs
1º – FRANCISCO LOPEZ CONTARDO/ ALVARO JUAN LEON QUINTANILLA (CHI) – 42h19min05
2º – GERARD FARRES GUELL/ DANIEL OLIVERAS CARRERAS (ESP) – 43h21min40 (+ 1h02min35)
3º – REINALDO VARELA/ GUSTAVO GUGELMIN (BRA) – 43h24min24 (+ 1h05min19)
4º – CASEY CURRIE/ RAFAEL TORNABELL CORDOBA (EUA/ESP) – 44h51min56 (+ 2h32min51)
5º – RODRIGO JAVIER MORENO PIAZZOLI/ JORGE GABRIEL ARAYA DIAZ (CHI) – 45h29min30 (+ 3h10min25)

Caminhões
1º – E. NIKOLAEV/ E. IAKOVLEV/ V. RYBAKOV (RUS) – 41h01min35
2º – D. SOTNIKOV/ D. NIKITIN/ I. MUSTAFIN (RUS) – 41h27min11 (+ 25min36)
3º – G. DE ROOY/ D. RODEWALD/ M. TORRALLARDONA (HOL/POL/ESP) – 42h36min19 (+ 1h34min44)
4º – F. VILLAGRA/ A. A. YACOPINI/ R. A. TORLASCHI (ARG) – 46h50min43 (+ 5h49min08)
5º – A. LOPRAIS/ F. M. ALCAYNA/ P. POKORA (CZE/ESP/CZE) – 47h01min26 (+ 5h59min51)

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Brasileiros reassumem liderança do Rally Dakar

Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin sobrevivem à sétima etapa e contam com problemas dos rivais para voltar ao topo nos UTVs.

Por Bruno Vicaria/Vipcomm

Depois de comerem o pão que o diabo amassou no dia anterior, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin reassumiram a liderança do Rally Dakar após terminarem a sétima etapa de 2019, em San Juan de Marcona, na segunda posição e contar com sérios problemas de seus principais rivais.

E olha que eles ainda pararam tentaram ajudar, pelo menos, seus companheiros de Monster Energy Can-Am Team, Gerard Farrez/ Daniel Oliveras, que lideravam a competição e Casey Currie/Rafael Tornabell. Além disso, os russos Sergey Kariakin e Anton Vlasiuk, vice-líderes, capotaram e ficaram para trás, deixando o caminho livre para Varela e Gugelmin – que também tiveram seus problemas, mas em proporção bem menor.

“Larguei e meu pneu furou depois de 400 metros. Fiz uma curva e peguei uma pedra – além de quebrar uma correia. Paramos para ajudar outro competidor, depois outro atolou e tentamos ajudar, mas a corda estourou e seguimos para não perder tempo. Agora que retomei a liderança, espero não perdê-la mais. O carro está bem e isso que importa. Vamos para cima.”, relata Varela.

“Tudo muda de uma hora para outro. Um dia a gente está bravo, decepcionado e no outro nos vemos na frente. Estamos de novo na briga, mesmo com alguns probleminhas. Estamos quatro minutos à frente e faltam três dias, então não tem nada que economizar!”, completa Gugelmin.

Outra boa notícia foi a recuperação de Bruno Varela, que subiu de 20º para 12º no geral após terminar o dia também em 12º. A vitória na etapa desta segunda ficou com Chaleco Lopez/Alvaro Quintanilla, que está exatamente 4min03s atrás dos líderes. Nesta quinta-feira, o Dakar se despede de San Juan de Marcona e volta a Pisco em um trajeto 576 quilômetros, sendo 361 de trechos especiais. Confira abaixo os resultados do dia e a classificação geral.

Resultado da sétima etapa:

1. C. Lopez/A. Quintanilla (CHI/Can-Am), 4h30min8s
2. R. Varela/G. Gugelmin (BRA/Can-Am), a 22min4s
3. R. Piazzolli/J. Diaz (CHI/Can-Am), a 23min8s
12. B. Varela/ M. Justo (BRA/Can-Am), a 1h39min34s

Classificação geral:
1. R. Varela/G. Gugelmin (BRA/Can-Am), 31h33min41s
2. C. Lopez/A. Quintanilla (CHI/Can-Am), a 4min3s
3. R. Piazzolli/J. Diaz (CHI/Can-Am), a 45min26s
12. B. Varela/ M. Justo (BRA/Can-Am), a 24h13min48s

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Dakar 2019 – Etapa 7 (San Juan de Marcona – San Juan de Marcona)

Por Paulo Alexandre / Continental-Circus

O dia de hoje do Rali Dakar, nas dunas à volta de San Juan de Marcona, deu mais um bom dia para Stephane Peterhansel e mau para Sebastien Loeb. O francês da Mini conquistou aqui a sua segunda vitória em etapas neste Dakar ao terminar o trecho com uma vantagem de quatro minutos e 33 segundos sobre Nani Roma, ganhando pelo caminho 12 minutos a Nasser Al-Attiyah. Apesar de tudo, o piloto qatari da Toyota mantém uma liderança de quase meia hora face ao segundo colocado que agora é novamente Peterhansel.

E Peterhansel voltou ao segundo lugar graças ao mau dia de Loeb. O piloto da Peugeot perdeu 28 minutos devido a um problema técnico, caindo agoira para o quarto posto, a 54 minutos de Attiyah. Com isto, Peterhansel, o piloto da Mini, poderá tentar apanhar o piloto da Toyota para o triunfo final.

Nas motos, Ricky Brabec voltou à liderança, apesar de ter sido terceiro na etapa, vencida por San Sunderland. Do outro lado da moeda ficou Pablo Quintanilla, que hoje perdeu mais de 20 minutos para a frente da corrida. Um resultado que fez cair para o quinto posto da geral, e tudo por causa de ele ter aberto a pista, pois ele era o líder à partida desta etapa.

Outros que sofreram hoje foram Matthias Walkner e Kevin Benavides, que também passaram pelas mesmas dificuldades e isso refletiu-se na classificação geral. O homem da Honda tem agora seis minutos e 55 segundos de vantagem para Toby Price, agora o novo segundo classificado. Amanhã, o Dakar vai de San Juan de Marcona para Pisco, no total de 360 quilómetros cronometrados mais 215 de ligação.

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Com muito espírito de equipe, brasileiros superam dia mais difícil do Rally Dakar

Por Bruno Vicaria/Vipcomm

Segunda metade do maior rali do mundo têm dia desafiador, mas turma do Brasil não se deixa ficar na mão: Bruno Varela e Maykel Justo viram “heróis”, salvam Lincoln Berrocal com gasolina, ajudam a desatolar UTV de Cristian Baumgart/Beco Andreotti e todos completam a sexta etapa. Os organizadores do Rally Dakar prometeram um rali difícil e neste domingo essa promessa foi mais que cumprida: a sexta etapa, com mais de 800 quilômetros de extensão, deixou muita gente pelo caminho, mas os brasileiros deram um exemplo: se não fosse um deles, outros dois provavelmente teriam deixado a competição.

Muitas dunas e waypoints complicados, no topo das montanhas de areias mais altas, se mostraram uma provação até para os mais experientes. Os equipamentos, no entanto, foram os que sofreram mais e boa parte deles precisou de reparos para suportarem o domingo. Muitos também ficaram sem combustível e, se ninguém desse uma mão, era fim da linha.

Foi esse tipo de situação que pegou Lincoln Berrocal, o piloto mais velho entre as motos, que foi salvo pelos heróis do dia, Bruno Varela e Maykel Justo. Vítimas de quebra logo no início e bastante atrasados, Varela e Justo viram Berrocal e, sem saberem que ele era brasileiro, pararam para ajudar.

“Foi punk! Hoje foi o pior dia de todos, tanto que um monte de gente abandonou. Hoje senti o peso da idade!”, brinca. “Os primeiros 60 km de dunas foram muito difíceis e no fim fiquei sem combustível. Sorte que fui ajudado pelo Bruno Varela, que parou para me auxiliar sem saber que eu era brasileiro, senão teria dormido no mato”, relatou Berrocal, que foi o 83º do dia está em 89º no geral.

Antes disso, Varela e Justo ajudaram a desatolar o UTV de Cristian Baumgart e Beco Andreotti, que já vinham de pneu furado e correia quebrada pelo percurso. “Foram as dunas mais difíceis. Quebramos três correias e uma delas demorou mais de 20 minutos para trocar, além de um pneu furado e uma atolada, quando o Bruno Varela me salvou. Foi um dia completo. Não esperava que fosse mais difícil”, descreveu Andreotti. “Foi uma guerra! Pra mim e para outros foi o dia mais difícil de todos. Nossa toada está boa”, completou Cristian, décimo na tabela.

Por fim Marcos Baumgart/Kleber Cíncea tombou e perdeu muito tempo, mas conseguiu completar o domingo em 13º com ajuda de Varela e Justo na hora de desvirar o UTV. “Foi um perrengue. Tombamos em um rio seco. Foi uma prova dura e a gente podia ter saído da prova, mas deu certo”, confessou Marcos. “Teve uma parte onde um carro tombou e todo mundo que chegou tentou subir uma área menos íngreme. No nosso caso, tentamos, mas tombamos e perdemos muito tempo. Foi uma especial muito difícil com dunas muito altas e teve um waypoint na duna mais alta possível!”, comentou Cíncea. Os dois estão em nono no geral.

Heróis do dia, Varela e Justo foram 20º na etapa e estão em 21º no acumulado total. Mas isso foi o que menos importou. “Tudo começou quando a gente estava indo bem, passando vários carros fortes. Quebrei algumas coisas no carro dar uma pancada atravessando um cânion. Demos uma ajudada no Cristian e no Beco, que estavam atolado até a tampa. Depois, no fim, de noite, tudo escuro, vi um cara de moto de pé no meio de nada. Encostei, dei umas garrafas de combustível para ele e terminamos mais uma especial. O Dakar é assim, punk!”, diz Bruno. “A gente podia ter terminado muito bem, mas a pancada atrapalhou”, resumiu Justo.

Com ou sem ajuda, todos os brasileiros passaram por algum percalço. Brigando pelo título dos UTVs, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin não escaparam incólumes. Depois de perderem tempo no primeiro way point, recuperado nos seguintes, Varela e Gugelmin tiveram dificuldades após terem errado o caminho na briga pela vitória, fechando o dia em sétimo e caíndo para terceiro no geral. “Foi um daqueles dias para esquecer, com duas correias quebradas e tempo perdido em um dos waypoints, mas amanhã é outro dia”, conta Reinaldo.”Estava indo bem, me empolguei e acabei errando feio. A gente tinha acabado de passar o russo e estava atrás do espanhol, me empolguei atrás dele e os dois pegaram o caminho errado. Na hora de voltar, escolhemos o caminho errado e perdemos muito”, completa Gugelmin, assumindo a culpa pelo tempo perdido.

Navegando para Miguel Jordão, Lourival Roldan foi nono no dia e estão em oitavo na tabela. A competição prossegue nesta segunda-feira e será realizada nos arredores de San Juan de Marcona mesmo, com um trecho de 387 km, sendo 323 cronometrados.

Resultado do dia UTVs:

1. C. Lopez/A. Quintanilla (CHI/Can-Am), 4h12min08s
2. G. Farres Guell/ D. Carreras (ESP/Can-Am), a 12min31s
3. C. Currie/R. Tornabell (EUA/ESP/Can-Am), a 16s56
7. R. Varela/G.Gugelmin (BRA/Can-Am), a 17min31s
9. M. Jordão/L. Roldan (POR/BRA/Can-Am), a 1h12min52s
11. C.Baumgart/B. Andreotti (BRA/Can-Am), a 1h31min22s
13. M. Baumgart/K. Cincea (BRA/Can-Am), a 1h38min21s
20. B. Varela/M. Justo (BRA/Can-Am), a 2h49min49s

Classificação geral UTVs:

1. G. Farres Guell/ D. Carreras (ESP/Can-Am), a 11min26s
2. S. Kariakin/A. Vlasiuk (RUS/BSP), a 16min56s
3. R. Varela/G.Gugelmin (BRA/Can-Am), a 17min31s
8. M. Jordão/L. Roldan (POR/BRA/Can-Am), a 2h49min19s
9. M. Baumgart/K. Cincea (BRA/Can-Am), a 3h01min58s
10. C.Baumgart/B. Andreotti (BRA/Can-Am), a 3h15min23s
21. B. Varela/M. Justo (BRA/Can-Am), a 22h28min54s

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