Dakar 2019 – Etapa 7 (San Juan de Marcona – San Juan de Marcona)

Por Paulo Alexandre / Continental-Circus

O dia de hoje do Rali Dakar, nas dunas à volta de San Juan de Marcona, deu mais um bom dia para Stephane Peterhansel e mau para Sebastien Loeb. O francês da Mini conquistou aqui a sua segunda vitória em etapas neste Dakar ao terminar o trecho com uma vantagem de quatro minutos e 33 segundos sobre Nani Roma, ganhando pelo caminho 12 minutos a Nasser Al-Attiyah. Apesar de tudo, o piloto qatari da Toyota mantém uma liderança de quase meia hora face ao segundo colocado que agora é novamente Peterhansel.

E Peterhansel voltou ao segundo lugar graças ao mau dia de Loeb. O piloto da Peugeot perdeu 28 minutos devido a um problema técnico, caindo agoira para o quarto posto, a 54 minutos de Attiyah. Com isto, Peterhansel, o piloto da Mini, poderá tentar apanhar o piloto da Toyota para o triunfo final.

Nas motos, Ricky Brabec voltou à liderança, apesar de ter sido terceiro na etapa, vencida por San Sunderland. Do outro lado da moeda ficou Pablo Quintanilla, que hoje perdeu mais de 20 minutos para a frente da corrida. Um resultado que fez cair para o quinto posto da geral, e tudo por causa de ele ter aberto a pista, pois ele era o líder à partida desta etapa.

Outros que sofreram hoje foram Matthias Walkner e Kevin Benavides, que também passaram pelas mesmas dificuldades e isso refletiu-se na classificação geral. O homem da Honda tem agora seis minutos e 55 segundos de vantagem para Toby Price, agora o novo segundo classificado. Amanhã, o Dakar vai de San Juan de Marcona para Pisco, no total de 360 quilómetros cronometrados mais 215 de ligação.

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Com muito espírito de equipe, brasileiros superam dia mais difícil do Rally Dakar

Por Bruno Vicaria/Vipcomm

Segunda metade do maior rali do mundo têm dia desafiador, mas turma do Brasil não se deixa ficar na mão: Bruno Varela e Maykel Justo viram “heróis”, salvam Lincoln Berrocal com gasolina, ajudam a desatolar UTV de Cristian Baumgart/Beco Andreotti e todos completam a sexta etapa. Os organizadores do Rally Dakar prometeram um rali difícil e neste domingo essa promessa foi mais que cumprida: a sexta etapa, com mais de 800 quilômetros de extensão, deixou muita gente pelo caminho, mas os brasileiros deram um exemplo: se não fosse um deles, outros dois provavelmente teriam deixado a competição.

Muitas dunas e waypoints complicados, no topo das montanhas de areias mais altas, se mostraram uma provação até para os mais experientes. Os equipamentos, no entanto, foram os que sofreram mais e boa parte deles precisou de reparos para suportarem o domingo. Muitos também ficaram sem combustível e, se ninguém desse uma mão, era fim da linha.

Foi esse tipo de situação que pegou Lincoln Berrocal, o piloto mais velho entre as motos, que foi salvo pelos heróis do dia, Bruno Varela e Maykel Justo. Vítimas de quebra logo no início e bastante atrasados, Varela e Justo viram Berrocal e, sem saberem que ele era brasileiro, pararam para ajudar.

“Foi punk! Hoje foi o pior dia de todos, tanto que um monte de gente abandonou. Hoje senti o peso da idade!”, brinca. “Os primeiros 60 km de dunas foram muito difíceis e no fim fiquei sem combustível. Sorte que fui ajudado pelo Bruno Varela, que parou para me auxiliar sem saber que eu era brasileiro, senão teria dormido no mato”, relatou Berrocal, que foi o 83º do dia está em 89º no geral.

Antes disso, Varela e Justo ajudaram a desatolar o UTV de Cristian Baumgart e Beco Andreotti, que já vinham de pneu furado e correia quebrada pelo percurso. “Foram as dunas mais difíceis. Quebramos três correias e uma delas demorou mais de 20 minutos para trocar, além de um pneu furado e uma atolada, quando o Bruno Varela me salvou. Foi um dia completo. Não esperava que fosse mais difícil”, descreveu Andreotti. “Foi uma guerra! Pra mim e para outros foi o dia mais difícil de todos. Nossa toada está boa”, completou Cristian, décimo na tabela.

Por fim Marcos Baumgart/Kleber Cíncea tombou e perdeu muito tempo, mas conseguiu completar o domingo em 13º com ajuda de Varela e Justo na hora de desvirar o UTV. “Foi um perrengue. Tombamos em um rio seco. Foi uma prova dura e a gente podia ter saído da prova, mas deu certo”, confessou Marcos. “Teve uma parte onde um carro tombou e todo mundo que chegou tentou subir uma área menos íngreme. No nosso caso, tentamos, mas tombamos e perdemos muito tempo. Foi uma especial muito difícil com dunas muito altas e teve um waypoint na duna mais alta possível!”, comentou Cíncea. Os dois estão em nono no geral.

Heróis do dia, Varela e Justo foram 20º na etapa e estão em 21º no acumulado total. Mas isso foi o que menos importou. “Tudo começou quando a gente estava indo bem, passando vários carros fortes. Quebrei algumas coisas no carro dar uma pancada atravessando um cânion. Demos uma ajudada no Cristian e no Beco, que estavam atolado até a tampa. Depois, no fim, de noite, tudo escuro, vi um cara de moto de pé no meio de nada. Encostei, dei umas garrafas de combustível para ele e terminamos mais uma especial. O Dakar é assim, punk!”, diz Bruno. “A gente podia ter terminado muito bem, mas a pancada atrapalhou”, resumiu Justo.

Com ou sem ajuda, todos os brasileiros passaram por algum percalço. Brigando pelo título dos UTVs, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin não escaparam incólumes. Depois de perderem tempo no primeiro way point, recuperado nos seguintes, Varela e Gugelmin tiveram dificuldades após terem errado o caminho na briga pela vitória, fechando o dia em sétimo e caíndo para terceiro no geral. “Foi um daqueles dias para esquecer, com duas correias quebradas e tempo perdido em um dos waypoints, mas amanhã é outro dia”, conta Reinaldo.”Estava indo bem, me empolguei e acabei errando feio. A gente tinha acabado de passar o russo e estava atrás do espanhol, me empolguei atrás dele e os dois pegaram o caminho errado. Na hora de voltar, escolhemos o caminho errado e perdemos muito”, completa Gugelmin, assumindo a culpa pelo tempo perdido.

Navegando para Miguel Jordão, Lourival Roldan foi nono no dia e estão em oitavo na tabela. A competição prossegue nesta segunda-feira e será realizada nos arredores de San Juan de Marcona mesmo, com um trecho de 387 km, sendo 323 cronometrados.

Resultado do dia UTVs:

1. C. Lopez/A. Quintanilla (CHI/Can-Am), 4h12min08s
2. G. Farres Guell/ D. Carreras (ESP/Can-Am), a 12min31s
3. C. Currie/R. Tornabell (EUA/ESP/Can-Am), a 16s56
7. R. Varela/G.Gugelmin (BRA/Can-Am), a 17min31s
9. M. Jordão/L. Roldan (POR/BRA/Can-Am), a 1h12min52s
11. C.Baumgart/B. Andreotti (BRA/Can-Am), a 1h31min22s
13. M. Baumgart/K. Cincea (BRA/Can-Am), a 1h38min21s
20. B. Varela/M. Justo (BRA/Can-Am), a 2h49min49s

Classificação geral UTVs:

1. G. Farres Guell/ D. Carreras (ESP/Can-Am), a 11min26s
2. S. Kariakin/A. Vlasiuk (RUS/BSP), a 16min56s
3. R. Varela/G.Gugelmin (BRA/Can-Am), a 17min31s
8. M. Jordão/L. Roldan (POR/BRA/Can-Am), a 2h49min19s
9. M. Baumgart/K. Cincea (BRA/Can-Am), a 3h01min58s
10. C.Baumgart/B. Andreotti (BRA/Can-Am), a 3h15min23s
21. B. Varela/M. Justo (BRA/Can-Am), a 22h28min54s

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Dakar 2019 – Etapa 5 (Moquegua – Arequipa)

Por continental Circus.

Na véspera do dia de folga, em Arequipa, Sebastien Loeb foi o melhor pela segunda vez neste rali, apesar de algumas queixas por causa da organização. Entre Maquegua e Arequipa, Loeb tomou a liderança, depois de Stephane Peterhansel se ter atrasado, tendo perdido 28 minutos para o piloto francês. O nove vezes campeão do mundo de ralis bateu Nasser Al-Attiyah por mais de nove minutos, mas quem lidera o campeonato é Peterhansel, com 26 minutos e 28 segundos de avanço sobre o qatari da Toyota. Nani Roma é terceiro na geral, a 34 minutos e 33 segundos, seguido pelo polaco Kuba Przygonski, a 38 minutos e 12 segundos. Loeb passa a quinto, a quarenta minutos exatos.

Nas motos, Sam Sunderland foi o melhor, em vários aspectos. Não só venceu a etapa como ainda ajudou Paulo Gonçalves, cuja prova terminou hoje da pior forma, com uma queda que causou um ligeiro traumatismo craniano e uma fratura na mão esquerda. E lá se foi a maior esperança de um “top ten” português neste Dakar. Os quase onze minutos que perdeu a ajudar o piloto da Honda foram depois compensados pela organização, e acabou por subir ao segundo lugar da geral, agora a 59 segundos do americano Ricky Brabec.

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Etapa Maratona do Dakar prega peça nos brasileiros

Choque com pedra provoca furos em duas das quatro rodas do UTV de Varela e Gugelmin, que caem para quarto no geral; Baumgart e Cincea seguem em sexto.

Começou nesta quinta-feira o maior desafio do Rally Dakar aos competidores na edição de 2019, que vem acontecendo no Peru: a etapa Maratona. Da largada desta manhã até a chegada da próxima etapa, na sexta-feira, os competidores não poderão contar com nenhuma ajuda externa – a rigidez é tanta que se você tocar ou segurar qualquer equipamento do competidor, a competição pode punir ou até excluir o inscrito.

Melhores brasileiros até o momento, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin sofreram com furos de duas das quatro rodas de seu UTV ao mesmo tempo após chocarem com uma pedra não prevista no percurso. Isso fez com que a dupla, que chegou a liderar durante o dia, caísse para quarto na etapa – mesma posição que agora ocupam no geral, atrás do novo líder Sergey Karyakin, da Rússia, do espanhol Gerard Farrez e do chileno Moreno Piazzoli.

Entre os outros brasileiros que já completaram a prova nos UTVs, Marcos Baumgart/Kleber Cíncea segue firme em sexto no geral, após serem sétimo no estágio do dia, logo à frente de Cristian Baumgart/Beco Andreotti, que ocupam o 11º posto no geral. Lourival Roldan, parceiro do português Miguel Jordão, também segue na competição de forma consistente em sétimo.

Com as duas homocinéticas quebradas no estágio do dia anterior, Bruno Varela e Maykel Justo passaram a noite em claro consertando o carro e partiram sem descanso para o trecho desta quinta. Até as 20h de Brasília, eles haviam completado mais da metade dos 664 quilômetros do dia, sendo 352 de especial, rumo ‘ Tacna.

Nas Motos, que têm a chegada em outra cidade, Tacna, junto com os quadriciclos, Lincoln Berrocal completou a especial em 107º e ocupa a mesma posição no geral, liderado pelo norte-americano Ricky Brabec. Ja Marcos Colvero não completou a especial de hoje e não consta da lista dos que largaram na etapa Maratona.

Nesta sexta, a segunda perna da Etapa Maratona marca o retorno dos competidores a Arequipa. Serão 776 km (345 km de especial) para as motos e 714 km (452 km de especial) para carros, UTVs e caminhões.

Resultado do dia UTVs:

S. Kariakin/A. Vlasiuk (RUS/BSP), 4h23min59s
M. Piazzoli/J. Diaz (CHI/Can-Am), a 14min26s
G. Farres Guell/ D. Carreras (ESP/Can-Am), a 16min08s
R. Varela/G.Gugelmin (BRA/Can-Am), a 26min11s
I. Casale/ A. Aliaga (CHI/Yamaha), a 33min10s
M. Jordão/L. Roldan (POR/BRA/Can-Am), a 43min15s
M. Baumgart/K. Cincea (BRA/Can-Am), a 45min14s
C. Baumgart/B. Andreotti (BRA/Can-Am), a 51min05s
Ainda no percurso: B. Varela/M. Justo (BRA/Can-Am)
Classificação geral UTVs:

S. Kariakin/A. Vlasiuk (RUS/BSP), 14h32min33s
G. Farres Guell/ D. Carreras (ESP/Can-Am), a 11min26s
M. Piazzoli/J. Diaz (CHI/Can-Am), a 30min00s
R. Varela/G.Gugelmin (BRA/Can-Am), a 30min00s
F. Contardo/A. Quintanilla (CHI/Can-Am), 1h08min48s
M. Baumgart/K. Cincea (BRA/Can-Am), a 1h12min13s
M. Jordão/L. Roldan (POR/BRA/Can-Am), a 1h28min51s
C. Baumgart/B. Andreotti (BRA/Can-Am), a 51min05s

Fonte: Vipcomm News.

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WRC RALI AUSTRÁLIA 2018: LATVALA VENCE, TOYOTA CAMPEÃ

Por José Luis Abreu (Autosport)

Jari-Matti Latvala venceu o Rali da Austrália se reencontrando com a vitória, coisa que já não fazia desde o Rali da Suécia de 2017. Numa prova em que esteve sempre no top 3 da classificação geral, aproveitou o fato de Ott Tanak ter cometido um erro para passar para a frente e depois confirmar o triunfo quando o estônio saiu de estrada.

Hayden Paddon cravou a segunda colocação depois de fazer uma prova sem emoções e erros, sem ameaças ao Toyota que liderou quase por completo a prova assegurando o merecido triunfo no Mundial de Construtores. Para o neozelandês, este segundo lugar surge mais de um ano depois da última vez que o tinha conseguido, na Polônia em 2017. Falando em Toyota, a marca japonesa já não conseguia este feito desde 1999, tendo-o conseguido agora, logo no segundo ano após o regresso.

Mads Ostberg veio em terceiro, conseguindo aqui o seu segundo melhor resultado do ano. Aproveitou bem a ordem definida no primeiro dia e cuidou de se manter nas primeiras colocações. Até o último dia de prova, Ott Tanak tinha feito o suficiente para vencer, mas um problema mecânico no cambio e depois uma escapada da estrada num trecho em que choveu muito e encerrou sua esperança de ser Campeão. Chegou a pressionar Ogier, que teve de fazer contas, mas… não logrou exito.

Thierry Neuville já com poucas esperanças de vencer o campeonato se manteve na luta até que uma saída de estrada acabou definitivamente com o sonho. Desta forma, Sébastien Ogier vence o seu sexto título mundial e aquele em que teve – de longe – maior resistência. Basta apenas lembrar que três provas atrás, estava a 23 pontos de Thierry Neuville.

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Campeonato Estadual de Rally de Regularidade 2018 – Rodada dupla, 2 a 4 de Novembro.

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Está chegando um momento singular no campeonato de regularidade do Rio de Janeiro e ele já tem hora, local e razão. Definir o campeonato quase que de maneira irreversível. E atenção, o negocio parece que vai pegar tanto que até curso de navegação incluso tem e como vocês sabem, não existe almoço grátis.

Maria Madalena é quase como um Santo Graal do mundo Offroad.

Maria Madalena é quase como um Santo Graal do mundo Offroad.

Apesar de um começo primoroso da temporada de 2018 nos desafiadores traçados de MARICÁ/RJ, o Campeonato Estadual de Rally de Regularidade do Rio de Janeiro 2018 não descansou e infligiu aos seus competidores uma dificuldade ainda maior nas etapas seguintes que rolaram em ITAIPAVA/RJ e SÃO PEDRO DA ALDEIA/RJ, sendo essa considerada inclusive um exagero seja em navegação, seja em traçado e desafios a carros e pilotos.

Mesmo carros com Lift e pneu mud encontraram desafios em São Pedro da Aldeia/RJ

Mesmo carros com Lift e pneu mud encontraram desafios em São Pedro da Aldeia/RJ

São Pedro da Aldeia foi um verdadeiro teste para pilotos e navegadores, um mar de balaios e pegadinhas diversas além de certamente um traçado digno de algumas trilhas leves, com a diferença de que cada segundo analisando o obstáculo representava largos passos para fora do pódio. Quanto ao campeonato, seu formato com duas provas por dia e quatro descartes obrigatórios ao final das doze provas do ano, praticamente reduz todo esse esforço para próximo ao ZERO e manter o ritmo é mais do que uma questão de honra e sim de sobrevivência no certame.

Ninguém tem sido poupado e a cada prova o nível de dificuldade aumenta ainda mais.

Ninguém tem sido poupado e a cada prova o nível de dificuldade aumenta ainda mais.

A questão de descarte, continua sendo algo controverso no campeonato, mas Eduardo da Hora capitaneando os esforços e comprometimentos por meio da TROVÃO VERDE, organizadora do rally é enfático: “Vamos manter as regras”, apesar de admitir que de fato mudanças serão feitas para 2019 buscando valorizar as equipes que se empenham em comparecer a todas as etapas. Abaixo, uma rápida análise pode ajudar ao leitor compreender o que vem ocorrendo.

Impressionantes paredões de pedra norteiam um trecho da 4º e 5º etapa do Carioca de Regularidade

Impressionantes paredões de pedra norteiam um trecho da 4º e 5º etapa do Carioca de Regularidade

Seja por terra, seja por "mar" a galera da Graduados esta disputando para valer o direito ao lugar mais alto do pódio.

Seja por terra, seja por “mar” a galera da Graduados esta disputando para valer o direito ao lugar mais alto do pódio.

Na categoria GRADUADOS Marcus Castelan e sua navegadora Roberta Castelan lideram enquanto Bruno Calixto e Paulo Manso ocupam a segunda posição com 31 pontos de diferença da primeira colocação seguidos por Luis Sono e Rosimere Dias em terceiro lugar afastados 38 pontos da segunda colocação. Aplicados os descartes obrigatórios (os quatro piores resultados são descartados), considerando que todas as provas serão realizadas, Marcus Castelan e Roberta Castelan que antes teriam uma vantagem de 31 pontos, literalmente EMPATAM com Bruno Calixto e Paulo Manso!! Os 31 pontos simplesmente explodiram junto com a diferença de Luis Sono e Rosimere dias que de 38 pontos passam apenas para 3 PONTOS para o PRIMEIRO LUGAR!!!

O bicho esta pegando em praticamente todas as categorias, incluindo a consagrada Turismo.

O bicho esta pegando em praticamente todas as categorias, incluindo a consagrada Turismo.

Na categoria TURISMO as duplas Paulo Guerra e Claudio Nicolau de 101 pontos passam com o descarte para 37 pontos, Bruno Soligo e Eduardo Meireles para 30 pontos sendo superado por Carlos Carvalho e Leandro Pereira com 40 pontos. Resumidamente, aplicando os descartes, apenas para fins de comparação, considerando todas as provas até o final do ano o segundo lugar foi superado pelo terceiro apesar de ter corrido todas as provas e seu colega competidor não. Mas regras são regras e não termina por ai.

Uma quantidade progressiva de balaios/pegadinhas deixam as provas na medida para testar os nervos dos competidores

Uma quantidade progressiva de balaios/pegadinhas deixam as provas na medida para testar os nervos dos competidores, mesmo na turismo light que vem repetindo o mesmo traçado das categorias superiores apenas com o diferencial da média de velocidade

A TURISMO LIGHT sem dúvida se mostrou ao longo do período uma das mais disputadas categorias e também está sujeita a benção e maldição dos descartes. André Souza e Pedro Souza de 79 pontos vão para 35 pontos, acompanhados por Marcus Casagrande e Rodrigo Mendonça de 55 para 37 pontos (e que passam para o primeiro lugar!), logo depois Reinaldo Cardoso e Cesar Junior que de 50 pontos passam para 34 pontos, ficando apenas 3 pontos do primeiro colocado!!

"Hail to the king!" - Alexandre Mello e Eric Guedes simplesmente não dão trégua e ocupam o lugar mais alto do pódio em todas as provas realizadas até o momento.

“Hail to the king!” – Alexandre Mello e Eric Guedes simplesmente não dão trégua e ocupam o lugar mais alto do pódio em todas as provas realizadas até o momento.

Por último a UNIVERSITÁRIOS vem flambando no mais puro conhaque as ambições dos competidores. Na última prova realizada, etapa de São Pedro de Aldeia, Alexandre Faria e Eric Guedes tiveram severos problemas ao longo da prova, com direito a quase perderem o para-choque traseiro de seu bólido, além de uma pane elétrica após a premiação que garantiam ao valente Jeep Renegade o lugar mais alto do reboque, mesmo assim mantiveram heroicamente a regularidade de campeões em todas as etapas totalizando expressivos 111 pontos sem contabilizar o descarte e 13 pontos de distância da dupla Marcio Glielmo e Gabriel Petruccelli com 98 pontos na segunda colocação, com sabor de vitória já que também tiveram problemas em seu audacioso Buggy Emis com direito a perder roda traseira e comer literalmente muita, mas muita lama já que apesar de valente o Buggy não faz muita cerimonia de compartilhar um pouco do terreno com os passageiros, tem que ter raça!

"A cabeça do rei em uma bandeja de prata!" - Marcio e Gabriel buscam implacavelmente baixar a guilhotina na sequencia de vitorias de Alexandre e Eric.

“A cabeça do rei em uma bandeja de prata!” – Marcio e Gabriel buscam implacavelmente baixar a guilhotina na sequencia de vitorias de Alexandre e Eric.

Claudio Costa e Fabio Costa em terceiro com 93 pontos e outro bólido tração traseira representando os “Air Cooled” em um charmoso Baja. Não bastasse a pontuação estreita, adicionando o descarte temos em primeiro Alexandre e Eric com 40 pontos, Marcio e Gabriel com 40 pontos e Claudio e Fabio com 37 pontos!! A diferença entre a primeira colocação e a terceira é de apenas 3 míseros pontos.

Lembrando que tudo isso é um “instantâneo” da pontuação, não se pode prever o que irá rolar nas etapas seguintes, porem, demonstra o quanto importante serão as 4º e 5º etapas do campeonato.

E com isso chegamos novamente ao ponto! Um campeonato inteiro convergindo nas cidades de Santa Maria Madalena e Trajano de Morais em uma rodada dupla, dois dias, totalizando quatro provas e um absurdo de possibilidades. Eduardo da Hora parece não se conter quanto ao objetivo de trazer ao Carioca de Regularidade um portfólio infindável de desafios, muito além do que a simples navegação, mas uma experiência completa que envolve inclusive logística e disponibilidade para competir.

Do centro do Rio de Janeiro até Santa Maria Madalena são aproximadamente 260 quilômetros com uma previsão de 3 horas e 40 minutos. A largada será em Maria Madalena e a chegada na cidade vizinha Trajano de Morais que fica a 30 quilômetros de distância, sendo que no domingo as coisas se invertem entre largada e chegada, partida em Trajano e chegada em Maria Madalena. O traçado é desconhecido, como todas as provas, mas notícias do front indicam uma prova “curta” com o objetivo de liberar os competidores para conhecer as cidades porem com um traçado que requer cuidado e atenção como em qualquer prova de regularidade, apesar de ser rico em belezas naturais.

O CAMPEONATO COMEÇA AGORA!

Confira os resultados, agendas e como se inscrever em https://www.rallycarioca.com.br

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WRC Rali da Finlândia 2018 – Uma Vitoria ao estilo Ott Tanak

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Como seria de esperar desde a primeira especial, o estoniano Ott Tanak foi o vencedor do Rali da Finlândia, dominando a prova desde a primeira especial a bordo do seu Toyota Yaris WRC. Tanak finalizou o certame com 32,7 segundos de vantagem sobre o norueguês Mads Ostberg, a bordo do seu Citroen que também conseguiu o seu primeiro pódio do ano. Jari-Matti Latvala veio em terceiro com 35,5 segundos do seu companheiro de equipe.

“Como é que nos podemos reclamar? Foi um fim de semana perfeito para nós. O primeiro dia foi difícil, mas depois disso nós apenas aumentamos nossa diferença. Existe apoio total atrás de nós, acho que é assim que precisa ser feito – quando todos nós trabalhamos juntos. Em termos de o campeonato, vamos ver onde acabaremos”, disse Tanak, na linha de chegada.

Sebastien Ogier, apesar de ter sido apenas quinto, esta feliz por achar que está na direção certa rumo a mais um campeonato, já que Thierry Neuville terminou apenas na nona colocação. “Dei tudo ao longo do fim de semana e não há muito mais que eu possa fazer. O mais importante é que ao menos vamos na direção certa no campeonato”, disse o piloto francês da Ford.

Com apenas quatro especiais faltando, duas passagens por Laukaa e Ruuhimäki, o dia começou com Ostberg atacando firme, tentando recuperar algum do terreno perdido para Tanak, mas ganhou apenas 2,9 segundos em relação ao estoniano. E para piorar, apenas conseguiu uma vantagem de 0,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala.

O perigo era tamanho que Latvala acabou por vencer na especial seguinte, fazendo perigar o segundo posto de Ostberg, pois ganhara 1,2 segundos. Tanak foi quinto, perdendo quatro segundos, mas já tinha tudo controlado. E Latvala aproveitou para atacar ainda mais, vencendo na segunda passagem por Laukaa e diminuir a diferença para 2,5 segundos.

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Mas o tira-teima da segunda passagem por Ruuhimäki, a Power Stage, é que decidiu tudo. Tanak venceu na frente de Ostberg por 0,5 segundos e Latvala foi o terceiro, a 0,8. Basicamente os três primeiros do rali, hierarquizados, os mais velozes da prova. Neuville foi o quarto na super-especial, seguido por Ogier, mas o francês levou a melhor sobre o belga na geral.

Depois do pódio, Hayden Paddon repetiu o seu melhor resultado do ano, sendo quarto, a um minuto e 35 segundos, na frente de Sebastien Ogier, a dois minutos e 15, conseguindo passar Teemu Suninen. Elfyn Evans foi o sétimo, a dois minutos e 29 segundos, na frente de Craig Breen, a três minutos e oito segundo, no seu Citroen, e a fechar o “top ten” ficaram os Hyundai de Thierry Neuville e de Andreas Mikkelsen, a oito minutos e 37 segundos.

Após o rali, Neuville continua a liderar com 153 pontos, contra os 132 de Ogier e os 107 pontos de Ott Tanak. O WRC prossegue dentro de três semanas, em terras alemãs, entre os dias 16 e 19 de agosto.

Fonte: wrc / continental circus.

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Vitória de L.Hamilton, recuperação de S.Vettel e muitos acidentes no GP da França

Por Daniel Benício

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A expectativa era alta para o GP da França, já que a ultima corrida de formula 1 na França tinha acontecido em 2008, com vitória do brasileiro Felipe Massa, e dessa vez a formula 1 voltou em um circuito completamente novo, com muitos desafios e a Mercedes prometendo um forte desempenho graças a sua atualização de motor para essa corrida.

Na largada L.Hamilton não larga bem e S.Vettel tenta ultrapassar porém não consegue e disputa roda a roda com V.Bottas a segunda posição, mas como era de se esperar faltou espaço na primeira curva fazendo que o S.Vettel tocasse na traseira de V.Bottas, ambos ficaram com prejuízo, S.Vettel quebrou a asa dianteira e ainda ganhou uma punição de 5 segundos por conta do acidente e V.Bottas estourou o pneu traseiro esquerdo e os dois foram para os boxes.

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Enquanto tudo isso acontecia muitos carros acabaram misturando tinta com pequenos toques, porém o prejuízo maior ficou para E.Ocon e P.Gasly que bateram e ficaram de fora da prova, ambos pilotos da casa, para a “felicidade” dos torcedores franceses que encararam cinco horas de engarrafamento e viram seus pilotos voltando a pé para os boxes, pelos menos ainda conseguiam torce para o terceiro piloto da casa R.Grosjean que conseguiu apenas uma decima primeira posição.

Para resolver essa bagunça toda da primeira volta, o safety car foi acionado e ficou até a volta 5 quando tudo já tinha voltado ao normal. A emoção da corrida ficou por conta da corrida de recuperação de S.Vettel e V.Bottas que vieram ultrapassando carros após carro, porém foram ultrapassagens sem dificuldades, já que nenhum piloto ofereceu alguma resistência as ultrapassagens.

No final da corrida quando já estava todo mundo pensando na bandeira quadriculada, K.Raikkonen e D.Ricciardo disputaram a terceira posição para dar aquela emoção nas voltas finais, com o finlandês levando a melhor e conseguindo colocar a Ferrari no pódio. Enquanto tudo isso acontecia L.Hamilton liderava de ponta a ponta para conquistar a sua vitória de número 65 na carreira e recuperar a liderança do campeonato.

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2º Etapa do campeonato carioca de regularidade 2018 – O mais longo dos dias.

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Devido a greve dos caminhoneiros o certame que deveria ocorrer no dia 26/05/18 foi adiado para o fatídico 09/06/18, data definitiva, confirmada e agraciada com uma das mais batalhadas e disputadas provas do carioca de regularidade, não só da temporada 2018 como das anteriores incluindo outros organizadores e competidores, sagrando a “Búzios Serrana”, “Princesinha da serra”, distrito e bairro de Petrópolis, Itaipava como um marco geográfico do automobilismo carioca.

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Com o firme objetivo de levar o campeonato carioca a quebrar a barreira de 100 inscrições, Eduardo da Hora junto com sua equipe da Trovão Verde teve como desafio alem da relativa distancia a ser percorrida até o local da prova e toda logística envolvida por parte de todos, o adiamento que alem de inviabilizar algumas inscrições consideradas certas e praticamente garantidas, fez com o que o campeonato perdesse um numero expressivo de competidores já inscritos mas que não puderam comparecer, mesmo assim, a barreira das 60 inscrições foi superada, preparando o cenário para o que estava por vir.

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Uma prova extremamente técnica tendo o diferencial de ser a mais longa entre as outras provas da temporada e como se não fosse suficiente, imputando médias massacrantes ao longo das mais de 5 horas de duração, sejam para mais ou para menos (Baixas velocidades por longos períodos massacram carros e tripulação, as vezes mais do que em médias mais rápidas) como também terreno e referencias com aprimorado nível de dificuldade. A disputa pelo trofeu ocorreu em diferentes categorias sendo elas Graduado, Turismo, UTV, Turismo Light e Novatos.

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Em todas as categorias foram encontradas dificuldades e desafios carregando na tinta para que seus competidores pudessem realizar com fartura uma bela obra de arte em busca do tão disputado pódio mas se a temporada de 2018 sinaliza algo factual para Eduardo da Hora e sua equipe responsavel pela organização do evento, definitivamente se encontra em negrito na categoria Turismo Light já que esta categoria representa 65% das inscrições e pelos resultados até o momento é a mais disputada entre todas utilizando o mesmo percurso da Turismo, Graduados e UTV que já cumpre sua segunda participação em evento e busca consolidação. Sem sombra de duvidas, o segredo para uma temporada 2019 em franco crescimento se encontra nesta base, como ilustração, após essa etapa a diferença de 10 pontos separa o 8º colocado do 20º colocado na categoria Turismo Light, enquanto na Novatos praticamente existe um empate entre o 2º e 3º lugares, tamanha a competitividade e nada, absolutamente nada, esta definido.

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Dia 21/07/2018 esta marcada a etapa NOTURNA do Rally em Guapimirim/RJ. Se o desafio dessa vez foi a duração e longo percurso infringido aos competidores, assim como o desafio em Maricá na primeira etapa teve foco em grandes desafios na areia, Guapimirim de acordo com os organizadores promete ocultar trechos de puro desafio offroad ao longo da escuridão da etapa noturna. Preparem-se.

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GP da Espanha 2018 com vitória de ponta a ponta de L.Hamilton

Vitória de ponta a ponta do inglês a bordo do seu Mercedes W09

Vitória de ponta a ponta do inglês a bordo do seu Mercedes W09

Por Daniel Benício.

Na largada L.Hamilton se mantem na frente, mas V.Bottas perdeu a posição para S.Vettel que assume a segunda posição. Logo na primeira volta na curva três, R.Grosjean quando perseguia seu companheiro de equipe, acabou perdendo o controle de sua Haas e em uma tentativa desesperada de voltar a pista acabou rodando sozinho no meio da pista, acabou provocando um acidente com os pilotos N.Hulkenberg e P.Gasly, os três por conta dos danos aos carros tiveram que abandonar a prova.

O carro da Haas após o acidente... ou pelo menos o que sobrou dele

O carro da Haas após o acidente… ou pelo menos o que sobrou dele

Para retirar os carros e alguns detritos o Safaty Car teve que entrar na pista. Ao contrário do que se esperava S.Vettel e V.Bottas adiantaram a parada para tentar ir até o final, porém a estratégia não deu muito certo para S.Vettel já que o alemão teve que parar novamente, K.Raikkonen por conta de problemas com sua Ferrari teve que abandonar, outro que também abandonou foi o francês E.Ocon por problemas no motor Mercedes só que dessa vez o Safety Car Virtual foi ativado.

Na relargada M.Verstappen danificou sua asa dianteira, só que mesmo com a asa danificada ele conseguiu chegar em terceiro. A surpresa da corrida ficou para D.Ricciardo que quando colocou o pneu mais duro do fim de semana (pneu médios) cravou o recorde da pista de 1:18:441s, porem mesmo com o recorde da pista D.Ricciardo acabou chegando apenas na quinta posição logo atrás de S.Vettel que chegou em quarta colocação.

D.Ricciardo provou que tem um ótimo ritmo de corrida, quebrando o recorde do circuito

D.Ricciardo provou que tem um ótimo ritmo de corrida, quebrando o recorde do circuito

Enquanto tudo isso acontecia L.Hamilton “passeava” na primeira colocação e sem muito esforço venceu a corrida de ponta a ponta com V.Bottas logo atrás, para felicidade da Mercedes que fez a sua primeira dobradinha no ano.

E assim ficou o resultado do GP da Espanha 2018, até a próxima!

E assim ficou o resultado do GP da Espanha 2018, até a próxima!

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